Segurança e governança
Quem manda nos contratos que guardam o dinheiro, o que exige duas assinaturas, o que espera 48 horas e o que a administração não pode fazer.
Quem governa os contratos
Os dois contratos da Bernuvia na Polygon, a custódia das compras e a cobrança da assinatura, são administrados por uma carteira multiassinatura de 2 de 3: 0x87b6E96a3f64e01a9523ea5C5FCef9008800bfAc. Nada sai de lá com uma assinatura só.
- A mesma multiassinatura resolve as disputas, pode pausar os contratos e recebe a comissão.
- O único papel separado é o operador que cobra a assinatura do vendedor, e ele só pode cobrar dentro do teto que o vendedor assinou e sempre para a tesouraria.
- Os titulares de cada papel são públicos: leem-se no explorador, nesses mesmos endereços.
Os endereços dos contratos, com link para o código verificado no Polygonscan, estão em Segurança e transparência.
O que exige duas assinaturas
Tudo o que pode mudar as regras ou mover o dinheiro da tesouraria passa pela multiassinatura. Com duas assinaturas de três:
- Resolver uma disputa, isto é, definir a divisão entre comprador e vendedor.
- Prorrogar uma disputa por 30 dias, uma única vez.
- Pausar e despausar os contratos.
- Propor e aplicar uma mudança de tesouraria ou de comissão.
- Conceder ou retirar qualquer papel.
As esperas
Duas mudanças não podem ser aplicadas no mesmo bloco em que são propostas:
- A tesouraria (o destino da comissão) e o percentual de comissão são propostos e esperam 48 horas antes de poderem ser aplicados.
- A proposta fica visível para qualquer pessoa enquanto espera, caduca em 7 dias se ninguém a aplicar e pode ser cancelada.
- A transferência do administrador vai em dois passos, com 3 dias de espera, para que um erro de digitação não deixe o contrato em mãos erradas.
- O administrador não pode renunciar ao cargo: o contrato não pode ficar sem governo.
A comissão da sua compra não muda no meio do caminho: viaja assinada na cotação, pedido a pedido. Hoje é de 3.8%.
O que a administração não pode fazer
Não são compromissos nossos: são limites escritos no contrato, e você confere lendo o código verificado.
- Mandar o dinheiro de uma compra para outro lugar. Só pode ir ao vendedor, descontada a comissão, ou voltar ao comprador.
- Varrer o dinheiro. Não existe função de resgate sobre o principal, e o excedente só pode ir à tesouraria.
- Travar seus recebimentos. Cada parte saca o que é seu quando quiser, e um endereço bloqueado não bloqueia os demais.
- Abrir ou retirar uma disputa por você. A disputa é só do comprador.
- Cobrar comissão da sua parte numa disputa. A comissão nunca sai do reembolso do comprador, e é zero se o reembolso for total.
Fora da blockchain também não assina por você: pagar e sacar exigem a sua assinatura, e o saque ainda um código enviado ao seu e-mail. O detalhe está em Conta e carteira.
A auditoria, e seu alcance
O contrato de custódia passou por uma auditoria interna adversarial antes de ir para a rede principal, e por uma segunda revisão interna em setembro de 2026, já com os contratos em produção. Dessa segunda saiu a versão 2, que é a que hoje guarda o dinheiro.
- Julho de 2026: três revisões adversariais com lentes diferentes (fundos e reentrância; controle de acesso e assinaturas; máquina de estados), análise estática e uma bateria de testes em Hardhat.
- Setembro de 2026: doze lentes independentes em quatro rodadas sobre os contratos já implantados, com invariantes de conservação verificadas em 1.600 operações aleatórias e 662 casos de teste.
- Antes de implantar a versão 2: mais três lentes adversariais sobre o código dela, com as provas de conceito convertidas em regressões, de modo que, se alguém desfizer uma correção, a bateria fica vermelha.
- O achado alto de setembro, que quem abria uma disputa pudesse anular uma resolução já aprovada, está fechado na versão 2: a disputa é só do comprador, retirá-la não renova o prazo e reabri-la só vale enquanto o prazo original seguir vivo.
Vale dizer o alcance com clareza: são revisões internas sobre os dois contratos e sua integração. Não houve auditoria externa independente.
Como reportar uma falha
Se você encontrar uma falha de segurança, queremos saber antes de todo mundo.
- 1Escreva pelo formulário de contato com «Segurança» no assunto: o que encontrou, como reproduzir e qual o impacto.
- 2Se você tem conta, o botão Reportar uma falha do seu painel chega à mesma equipe e fica ligado a você.
- 3Confirmamos o recebimento e avisamos quando estiver corrigido.
Pedimos que não publique até lá. Se o seu caso é um problema com uma compra específica, o caminho não é este e sim uma disputa.
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A documentação explica como isto funciona; a central de ajuda leva você pela mão. Ir para a central de ajuda.

